Cobertura que uma página por vez não alcança
Dez serviços em cem cidades são mil buscas diferentes. Escrever isso à mão levaria anos, e é por isso que quase ninguém disputa esse espaço.
Atendendo Massachusetts e Flórida@calazanslumina
Páginas programáticas são páginas geradas a partir de um banco de dados, uma para cada combinação de serviço e cidade atendida, de forma que cada uma responda à busca daquele lugar. Feitas corretamente, cada página carrega dado real da cidade; feitas errado, viram centenas de textos quase idênticos que o buscador trata como conteúdo raso.
Se você leu a lista ao lado e reconheceu duas, o problema não é falta de trabalho bom. É que ninguém encontra o trabalho bom.
Um banco de dados com fato local pesquisado por cidade, e um motor determinístico que decide quais fatos verdadeiros entram em qual página: de modo que serviço × cidade nunca produza duas páginas iguais.
A arquitetura programática rodando, com conteúdo local em cada página.
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Páginas de serviço por cidade, no ar
Cinco etapas na mesma ordem, sempre. Você sabe em qual está e o que vem depois.
Dez serviços em cem cidades são mil buscas diferentes. Escrever isso à mão levaria anos, e é por isso que quase ninguém disputa esse espaço.
População, empregador, licença exigida, sazonalidade e concorrência de cada cidade são pesquisados antes. É o que separa página local de página com nome trocado.
A mesma combinação produz sempre o mesmo texto, entre builds e entre deploys. Página que muda sozinha a cada publicação confunde o buscador e quebra cache.
Mil páginas subindo juntas é sinal ruim. A onda seguinte só entra quando a anterior atinge o patamar de indexação combinado.
Um endereço real e área atendida declarada no campo próprio. Declarar presença física em cem cidades é o caminho mais rápido para perder o perfil.
A abertura de cada página é comparada com todas as outras. Se duas ficam parecidas demais, a página não sobe até ser reescrita.
Se você não se reconhece em nenhuma destas quatro, provavelmente o seu dinheiro rende mais em outro lugar, e eu digo isso na conversa.
Situações reais de quem procurou por este serviço. Se a sua se parece com alguma delas, a conversa já começa adiantada.
Um general contractor com mais de cem páginas de serviço por cidade cobrindo a Grande Boston
Uma empresa de siding que passou a aparecer em cidade onde nunca tinha trabalhado divulgação
Uma agência que revende a estrutura de páginas programáticas para os próprios clientes
Uma cleaning company cobrindo residencial e comercial em cada cidade separadamente
Um roofer com página por cidade e por tipo de serviço, não uma página só de "roofing"
Cada página carrega o mercado, a licença exigida e a sazonalidade daquela cidade. Não é a mesma página com o nome trocado.
É, se for a mesma página com o nome trocado. Não é, se cada uma carregar fato local verdadeiro: a licença exigida naquele condado, a faixa de preço praticada ali, a sazonalidade daquele mercado. O Google não penaliza volume; penaliza página sem conteúdo próprio.
O texto, em parte. O dado, não. Se a IA inventar a população, o empregador e a regra local, você acaba com centenas de páginas com fato falso, que é pior do que não ter página, porque compromete o domínio inteiro.
Num domínio novo, dezenas: não centenas. Rampa em ondas, com o portão de indexação decidindo quando a próxima onda sai. Despejar mil páginas no dia um é o jeito clássico de o site inteiro ser lido como spam.
Serve, e é uma das coisas que mais montamos para agência. O motor, o banco de dados e o esquema de publicação são entregues funcionando, sob a marca da agência.
Página programática é uma técnica com péssima reputação e boa razão para existir. A má reputação vem do uso mais comum: pegar um texto, trocar o nome da cidade, e publicar quinhentas páginas iguais. O buscador reconhece o padrão em pouco tempo, deixa a maior parte fora do índice e, no pior caso, passa a desconfiar do domínio inteiro. Muita gente que tentou saiu com a impressão de que a técnica não funciona, quando o que não funcionou foi a execução.
A razão de existir é aritmética. Um negócio que atende trinta cidades e oferece oito serviços tem duzentas e quarenta buscas diferentes acontecendo perto dele, e cada uma delas é uma página que alguém precisaria escrever. Fazer isso à mão custaria mais do que o retorno em quase todos os casos, e é exatamente por isso que esse espaço fica vazio na maioria dos mercados locais. Quem consegue ocupá-lo com qualidade encontra pouca disputa.
A diferença entre as duas coisas está no que existe antes do texto. O caminho que funciona começa por um banco de dados de cidade com informação real e verificável: quantas pessoas moram ali, qual empregador sustenta a renda, qual licença o cliente confere naquele estado, em que mês o telefone toca, contra quantos concorrentes se disputa. Com esse material, cada página tem algo diferente a dizer porque descreve um mercado diferente, e a semelhança entre elas cai a um nível que o buscador aceita.
A publicação também é parte da técnica. Subir mil páginas no mesmo dia é um sinal que nenhum site novo consegue justificar. O caminho é publicar em ondas, começando pelas cidades mais relevantes, e só liberar a onda seguinte quando a anterior mostrar um patamar de indexação combinado. Se a taxa não atinge o patamar, o problema é de conteúdo e se corrige antes de crescer, em vez de multiplicar um erro por dez.
Vinte minutos, em português, para entender onde o seu negócio está hoje e o que muda o ponteiro primeiro. Sem apresentação de slides.
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